Análise: Beyond the Ice Palace II – Universo Nintendo
Beyond the Ice Palace II chega ao Nintendo Switch como uma das apostas mais interessantes do gênero metroidvania nos últimos anos. Desenvolvido pelo estúdio italiano Elite Game Studio, o título é uma sequência direta do clássico de 1989 lançado originalmente para Amiga e Commodore 64, mas agora repaginado como um action-platformer de exploração não linear. A proposta é simples: sobreviver, evoluir e desvendar os segredos de um castelo amaldiçoado coberto de gelo.
História e Ambientação
A trama coloca o jogador nos pés do herói que precisa libertar o reino de uma maldição eterna. Não há diálogos extensos — a narrativa é contada por meio do ambiente, itens colecionáveis e breves cenas. O tom é sombrio e melancólico, com uma forte inspiração em títulos como Castlevania e Dark Souls. Cada sala do castelo carrega uma atmosfera opressiva, elevada pela excelente pixel art que mescla tons gelados com detalhes góticos.
Combate Desafiador e Preciso
O combate é o coração do jogo. O herói conta com uma espada e a capacidade de aparar ataques inimigos, além de magias que podem ser desbloqueadas ao longo da aventura. A janela de parry é justa, mas recompensadora: um contra-ataque bem-sucedido pode virar o confronto contra grupos de inimigos. Os chefes são variados e exigem estudo de padrões, lembrando a dificuldade de Hollow Knight. O jogador precisa aprender a dosar agressividade e cautela, especialmente nos momentos de exploração mais arriscados.
Progressão e Exploração
Beyond the Ice Palace II adota uma progressão clássica de metroidvania: novas habilidades como dash, parede saltável e chave especial permitem acessar áreas previamente bloqueadas. O mapa é extenso e repleto de atalhos, segredos e áreas opcionais. A sensação de descoberta é constante, e o jogo recompensa o jogador que revisita locais antigos com upgrades de vida, magia ou equipamento. A duração média fica entre 8 e 10 horas, o que o torna um título de fôlego ideal para o Switch, seja no modo dock ou portátil.
Visual e Trilha Sonora
A pixel art é detalhada e expressiva, com cenários que vão desde masmorras congeladas até salões de lava. A paleta de cores frias contrasta com os efeitos de luz das magias, criando um visual impactante. A trilha sonora, composta por sintetizadores e arranjos orquestrais, mergulha o jogador ainda mais na atmosfera. No Switch, o jogo roda a 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, com pequenas quedas em áreas muito carregadas, mas nada que comprometa a experiência.
Veredito
Beyond the Ice Palace II é uma grata surpresa no catálogo do Nintendo Switch. Embora não revolucione o gênero, executa todos os elementos com extrema competência: combate refinado, exploração cativante, direção de arte primorosa e dificuldade equilibrada. Fãs de Metroid, Castlevania, Hollow Knight ou Blasphemous encontrarão aqui uma jornada sólida e digna de atenção. O preço acessível no eShop torna a recomendação ainda mais fácil.