Ubuntu segue os passos do Windows 11 e exige TPM 2.0
O Ubuntu, uma das distribuições Linux mais populares, anunciou que passará a exigir o módulo TPM 2.0 em suas futuras versões, seguindo uma tendência iniciada pelo Windows 11. A medida visa aumentar a segurança do sistema, mas pode deixar usuários de hardware mais antigo sem suporte.
O que é TPM 2.0?
O Trusted Platform Module (TPM) 2.0 é um chip de segurança criptográfico integrado à placa‑mãe ou ao processador. Ele oferece proteção contra ataques ao firmware, rootkits e outras ameaças avançadas. O Windows 11 tornou o TPM 2.0 obrigatório em 2021, gerando controvérsia, e agora o Ubuntu segue o mesmo caminho para reforçar a segurança do sistema operacional.
Impacto para usuários
Para quem possui computadores construídos antes de 2016, a notícia não é boa. Grande parte dessas máquinas não tem suporte a TPM 2.0, o que pode impedir a instalação ou atualização para versões futuras do Ubuntu. A Canonical ainda não detalhou se haverá uma edição especial sem o requisito, mas a expectativa é que as versões LTS (Long Term Support) mais recentes já exijam o chip.
Críticos apontam que a obrigatoriedade reduz a liberdade de escolha do usuário e pode gerar lixo eletrônico, já que muitos computadores funcionais se tornariam incompatíveis. Por outro lado, defensores argumentam que a segurança em nível de hardware é essencial contra ameaças cada vez mais sofisticadas.
E os jogos?
No universo dos games, o Linux vem ganhando espaço com o Steam e o Proton, que permitem rodar títulos de PC no sistema. A exigência de TPM 2.0 pode ser uma barreira para gamers que utilizam hardware antigo para jogar no Ubuntu. Por outro lado, a segurança extra pode beneficiar a plataforma como um todo, protegendo o sistema contra malwares que afetam o desempenho dos jogos e a integridade dos dados. Bônus de até R$ 4.500 no cadastro via Pix Bônus até 100% + 50 giros grátis no Fortune Tiger
O futuro do Ubuntu
A decisão reforça a tendência de segurança em nível de hardware nos sistemas operacionais modernos. Resta aguardar os próximos anúncios da Canonical e como a comunidade de código aberto reagirá. Enquanto isso, usuários com máquinas compatíveis podem se preparar para um sistema ainda mais seguro.
Para quem deseja continuar usando o Ubuntu em hardware antigo, é possível recorrer a versões anteriores ou a distribuições derivadas que mantenham o suporte. A tendência, porém, é que todo o ecossistema se mova em direção à segurança obrigatória.