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JDM: Japanese Drift Master – Gamerview

Drift é uma manobra consagrada em diversos jogos atualmente, seja porquê um recurso para amontoar pontos, porquê ocorre na série Need For Speed, ou porquê elemento mediano de propostas inteiramente dedicadas a essa vertente de pilotagem, porquê é o caso de JDM: Japanese Drift Master. Títulos desse tipo se concentram no repto técnico de manter o sege seguro enquanto se executa uma derrapagem controlada e prolongada, exigindo precisão e domínio inteiro da física veicular.

Desenvolvido pela Gaming Factory, JDM: Japanese Drift Master se propõe a incorporar elementos que homenageiam as origens do drift, tanto no contexto esportivo quanto na cultura pop, que eternizou a prática em diversas mídias. O jogo procura conquistar a ousadia das manobras e a dificuldade técnica exigida para executá-las com precisão, oferecendo uma promiscuidade competente entre corrida, tradição e uma simulação de meio que, apesar de simplificada, revela potencial para entusiastas do gênero.

Da serra ao simulador

A cultura do drift remonta aos anos 1970, quando Kunimitsu Takahashi realizou a manobra pela primeira vez durante o All Japan Touring Car Championship. Posteriormente, Keiichi Tsuchiya, aprimorou a técnica nas estradas montanhosas do Japão, disseminando seu estilo através do emblemático vídeo Plupsy, no qual exibe notável domínio ao pilotar o Corolla Levin e o lendário Toyota AE86 Trueno — veículos que se tornaram ícones, principalmente em seguida inspirarem a série Initial D.

JDM Japanese Drift Master

JDM: Japanese Drift Master referencia diretamente essas fontes, assim porquê o anime MF Ghost, sequência místico de Initial D, que explora o estilo de pilotagem Tōge, característico das estradas sinuosas japonesas. No entanto, o título adota uma abordagem narrativa peculiar: controlamos Touma, um jovem polonês que, em seguida perder sua licença de motorista na Europa, migra para o Japão, onde as restrições não se aplicam, e passa a trilhar sua jornada na cidade fictícia de Haikama, rudimento de sua subida no mundo do drift.

Na chegada à cidade, Touma rapidamente encontra esteio em um grupo de corredores liderado por Hideo, consegue tarefa na Turbo Tuna House e adquire seu primeiro sege — um padrão que remete ao Trueno, mas com carroceria e nome alternativos, possivelmente para contornar questões de licenciamento. Até mesmo seu primeiro repto faz referência a série Initial D, fazendo o jogador entregar um pedido utilizando drift para fazer o melhor tempo verosímil, sem percutir ou destruir o prato.

A estrutura narrativa segue o clássico arquétipo do gênero: um protagonista que desafia e enfrenta um grupo antagônico, formado por pilotos estereotipados — o gigante sombrio, o mascarado esfíngico, o ninja expediente, a mulher sedutora e o bad boy rebelde —, cada qual responsável por uma categoria específica de prova na cidade. Cabe a Touma e sua equipe desbancar esses líderes e consolidar-se porquê o melhor piloto de Haikama.

JDM Japanese Drift Master

Técnica supra da velocidade

A experiência inicial pode ser desafiadora, principalmente para jogadores habituados às ruas largas da série Need For Speed ou às pistas relativamente mais abertas de CarX Drift Racing. Em JDM, o foco recai sobre vias estreitas e trajetos Tōge — estradas sinuosas e íngremes projetadas para reduzir a inclinação e viabilizar o transporte de cargas pesadas através de curvas sucessivas e fechadas.

Com a prática, o domínio dessas pistas se transforma em uma resposta quase automática, permitindo ao jogador realizar drifts por inércia (inertia drift) ou side brakes, acionando o freio de mão para se dar início a derrapagem. As missões secundárias da Turbo Tuna House e a escola de drift no parque municipal oferecem um envolvente propício para elevar habilidades e explorar técnicas mais refinadas.

À medida que a progressão avança, o jogo exige a emprego de técnicas específicas, porquê o Accel-Off (retirada súbita do acelerador ao entrar na curva), Kansei Drift (controle inercial ao reduzir a aceleração), Furikai ou pêndulo (transferência de peso semelhante à técnica de rally), Manji (drift em risco reta para acúmulo de pontos), Dirt Drop (uso da terreno para manter a força lateral) e até o clutch kick (pontapé de embreagem). A realização correta dessas técnicas é fundamental para prometer vitórias, principalmente nos desafios mais exigentes.

JDM Japanese Drift Master

A estrutura do jogo ainda permite intervalar entre dois modos de direção: o Arcade, mais permissivo e voltado para diversão imediata, e o Simcade, que oferece uma física mais próxima da verdade. Embora não disponha de um cockpit para uma estudo completa com volante e pedais, posso declarar que a responsividade no teclado e no DualSense é satisfatória, entregando uma experiência precisa e fluida.

A engenharia da vitória

No drift, o veículo ideal não é necessariamente o mais rápido, mas sim aquele que apresenta estabilidade entre flexibilidade nas curvas, resposta rápida e segurança. As oficinas de JDM oferecem um sistema robusto de tuning, permitindo ao jogador ajustar seu sege conforme o estilo de pilotagem e as exigências das provas.

Em minha campanha, optei por dois veículos: o Alpha Moriyamo, sege inicial, e o Mazda RX-7 FD. O RX-7 se destaca pela maior aceleração, velocidade máxima e segurança, enquanto o Moriyamo, em seguida ajustes porquê cambagem negativa nas quatro rodas, pneus mistos e barra de direção rígida, revela-se eficiente em manobras porquê o Manji e o changing side swing, fundamentais para manter a pontuação e o controle nas curvas mais longas.

JDM Japanese Drift Master

Cada rival representa um capítulo da campanha, introduzido por cenas em estilo mangá que, embora clichês, são eficazes em substanciar o tom exagerado e caricato típico do gênero. A progressão demanda adaptação regular: é preciso aprimorar habilidades, revisar o setup do sege e muitas vezes repetir desafios até encontrar o estabilidade ideal.

O primeiro grande inimigo, Tiger, ilustra muito essa dinâmica: mascarado porquê um general feudal, ele conduz um hatch extremamente expediente e propõe um duelo de grip sob chuva, obrigando o jogador a rever sua abordagem e configurar o sege para aderência máxima, uma vez que as longas avenidas dão ao jogador uma falsa sensação de aceleração livre, porém as curvas súbitas e a pista molhada, provam uma inevitável embuste.

Potencial evidente, mas com lacunas

Apesar de apresentar uma seleção venerando de veículos clássicos — AE86, RX-7, Subaru Impreza, Nissan Skyline, Silvia e Fairlady —, além de modelos fictícios da Yotshuhoshi (porquê Revolution e Shadow, análogos ao Lancer Evolution e Eclipse), o jogo carece de variedade mais ampla. No entanto, essa limitação é compreensível, pois privilegia ícones consagrados do drift e mercado JDV, garantindo autenticidade à experiência.

JDM Japanese Drift Master

O que de vestimenta compromete a longevidade de JDM é a escassez de eventos e atividades extras. Fora as provas principais e missões de história, restam unicamente corridas underground e entregas aleatórias de sushi, cuja repetitividade mina o apelo do mundo crédulo. Esse vazio é suavizado pelo sistema de progressão, que desbloqueia novas peças de tuning à medida que se acumula experiência, mas ainda assim evidencia uma oportunidade desperdiçada.

Outro ponto que merece sátira é a trilha sonora. Uma vez que entusiasta de jogos de corrida orientais, considero a OST de JDM inferior do esperado. Ficando muito detrás de clássicos porquê Racing Lagoon, Auto Modellista, Daytona USA, OutRun e R4: Ridge Racer Type 4. Embora seja um projeto de menor graduação, é inegável que produções independentes porquê Slipstream provaram ser verosímil entregar trilhas sonoras memoráveis mesmo com recursos limitados.

JDM ainda se encontra em estágio inicial de desenvolvimento, com promissoras adições planejadas: modo retrato, customização de decalques, novos componentes de tuning, expansão narrativa, multiplayer lugar em tela dividida e outras melhorias. Caso essas promessas se concretizem, o título tem potencial para se solidificar porquê um simulador de drift de referência, possivelmente superando concorrentes diretos porquê Night Runners, que, ao menos por ora, parece estar ficando para trás na largada.

Prós:

🔺Magnífico simulador de drift, reptante e responsivo na medida certa
🔺Magnífico seleção de carros e sistemas de tunning
🔺Uma chance de pilotagem dissemelhante do que o mercado costuma oferecer

Contras:

🔻Trilha sonora pouco interessante e marcante
🔻Rivais clichês e história até logo, pouco interessante

Ficha Técnica:

Lançamento: 21/05/25
Desenvolvedora: Game Factory
Distribuidora: 4Divinity
Plataformas: PC

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